Mostrando postagens com marcador Juristas Cristãos condenam exploração sexual infantil no país. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Juristas Cristãos condenam exploração sexual infantil no país. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de janeiro de 2013

Juristas Cristãos condenam exploração sexual infantil no país

   A Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure) escreveu um artigo sobre o problema da exploração sexual infantil durante eventos como a Copa de Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. O assunto vem ganhando espaço nos meio de comunicação, já há algum tempo, devido à aproximação desses grandes eventos esportivos e seus desdobramentos internos.

Copa do Mundo e Olimpíadas podem estimular exploração sexual de crianças e adolescentes

2014 está aí, e com ele o ano de grandes realizações na área econômica e política, com a Copa do Mundo e as eleições. Logo mais, em 2016, os Jogos Olímpicos serão sediados em terras brasileiras, e com ele virá o prestígio que um evento desse porte representa para uma nação. Os olhos do mundo estarão voltados para nós, com toda a expectativa que um grande evento esportivo traz.

Os investimentos para esses dois eventos alcançam cifras astronômicas, tanto em obras de infraestrutura, quanto nos desembolsos para a organização e realização dos jogos.

O número de turistas esperado também é expressivo. Apenas para a Copa do Mundo, a expectativa é de que o País receba cerca de 600 mil turistas estrangeiros, além de mais de 1.1 milhão de turistas internos que se deslocarão para as cidades-sedes dos jogos do torneio.

Além das benfeitorias em termos de revitalização de espaços, resolução de problemas de transporte e trânsito, aproveitamento do potencial turístico e treinamento de pessoas, muitos são os fatores que ajudam a reforçar a imagem do país-sede.

Uma das questões já levantadas e que estão sendo debatidas pelo governo e sociedade é o provável aumento na busca do que se quer denominar hoje de “serviços sexuais”, nada mais, nada menos, do que a exploração sexual ou prostituição. Neste sentido, o deputado federal, ex-BBB, Jean Wyllys, chegou a propor a regulamentação das casas de prostituição, pois a seu ver, a regularização dessa atividade iria garantir um ambiente seguro e direitos trabalhistas à classe, além de conter a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Esse é um dos pontos mais preocupantes para os que defendem a proteção das crianças e adolescentes. Para o membro honorário do Conselho Diretivo da Associação Nacional dos Juristas Evagélicos (ANAJURE), Guilherme Schelb, as campanhas turísticas do Brasil no exterior chamam a atenção para as belas mulheres brasileiras, o Carnaval, e de uma forma implícita induzem os turistas estrangeiros a buscarem serviços sexuais por aqui. “As políticas públicas no Brasil são contraditórias. Se por um lado o Poder Público faz campanhas contra o abuso infantil, tráfico de pessoas, contra a pedofilia, por outro lado a mídia estimula a sexualização precoce e o turismo sexual”, diz.

Para o Dr. Schelb, as perspectivas para os eventos da Copa e Olimpíadas são sombrias. “O Poder público, por meio da mídia a quem é concedido o poder de veiculação, constantemente a criança e o adolescente são exortados a fazer sexo, a se sexualizar, inclusive do ponto de vista do homossexualismo”, analisa.

Ele explica que a reação das crianças às mensagens divulgadas pela mídia é imediata. “Uma novela induz as pessoas a comportamentos que ela não teriam naturalmente. A indução artificial à sexualização e erotização de crianças e adolescentes monta um quadro muito favorável ao turismo pedófilo no Brasil. Não posso predizer o futuro, mas o cenário é sombrio” analisa o Dr. Guilherme, que há mais de vinte anos atua na Procuradoria Regional da República no combate à violência sexual de menores.

Ele ainda destaca que o Brasil passou para o primeiro lugar no ranking mundial em destino de turismo sexual com crianças em todo o mundo, à frente da Tailândia, que liderava esse triste ranking.

Schelb ainda lembra que na proposta de reforma do Código Penal, há um item que sugere a liberação da exploração da prostituição de adolescentes e jovens. “Isso revela a condição do nosso Poder Público. Imagine como isso fica aos olhos de um pai, uma mãe, vendo os próprios legisladores proporem a regularização da prostituição de adolescentes”. O diretor da ANAJURE ainda chama a atenção que essa faixa etária constitui um dos principais alvos das máfias de exploração de pessoas em todo o mundo.

A luta pela dignidade e vida das crianças e adolescentes é uma das frentes de atuação da entidade. Para o presidente da ANAJURE, Uziel Santana, “a defesa da vida, desde a concepção, e da formação sadia e natural das nossas crianças e adolescentes faz parte do conjunto de Liberdades Civis Fundamentais com o qual nos preocupamos. A ANAJURE não medirá esforços em, junto com outras instituições e o próprio Poder Público, combater o turismo sexual e a prostituição infantil e juvenil, especialmente, neste contexto de Copa do Mundo e Olimpíadas. Estamos também atentos aos lobbies que começam a se formar no subterrâneo do poder para legalizar a corrupção de menores e todas as formas de prostituição. Certamente, a sociedade gritará em alto e bom som contra isso e a ANAJURE lutará no mesmo sentido”, pontua.

“Não podemos aceitar que crianças de 10, 12 anos iniciem sua vida sexual, por vezes induzida na própria família, ou na escola e em comunidades carentes. Não podemos aceitar isso como manifestação da liberdade. Essas crianças são escravas de uma política pública federal que de um lado combate, mas por outro estimula a erotização da infância. A ANAJURE nesse sentido atuará como um instrumento de defesa da vida e da infância”, completa Guilherme Schelb.

Por Jussara Teixeira, assessora de imprensa da Anajure

fonte:verdade gospel